Deputados manifestaram-se em relação as atividades da TelexFREE
Os deputados Astério Moreira (PEN), Edvaldo Souza (PSDC), José
Luís Tchê (PDT) e Manoel Moraes (PSB) se manifestaram em relação à
Telexfree que teve, por meio de liminar expedida pela juíza Thaís
Queiroz Borges Abou Khalil, as contas bloqueadas em todo país. Os
parlamentares disseram que não receberam nenhuma denúncia, por parte
de usuários, de que teriam sido lesados pela empresa.
“Eu conheço dezenas de pessoas que estão na Telexfree e não
acredito que isso seja um negócio ilícito. Ainda não estou convencido
que isso é uma atividade ilegal. Até hoje não se confirmou que isso é
uma pirâmide”, disse Astério Moreira.
Astério Moreira deixou claro que não faz parte de divulgadores
da empresa. Ele chegou a citar o número de seu CPF na tribuna da Casa
para qualquer dúvida que possa existir quanto à participação do
parlamentar.
O discurso de Astério teve um aparte do deputado Edvaldo Souza
(PSDC) que confirmou as palavras do colega, que também é jornalista,
ao afirmar que nunca recebeu em seu programa, Gazeta Alerta, pessoas
denunciando qualquer irregularidade da Telexfree ou mesmo dizendo que
haviam sido lesadas.
“Na minha modesta opinião: deixem o povo ganhar seu
dinheirinho. O povo não quer depender só de Bolsa Família. Nunca
recebi uma denúncia de que tenham sidos lesados. Aqui temos que manter
a coerência. São 70 mil acreanos. Deixem o povo ganhar dinheiro”,
pontuou o parlamentar.
Continuando seu discurso, Astério Moreira disse estar
preo-cupado com a situação e propôs que a Justiça obrigue a empresa a
devolver os investimentos aos seus divulgadores. Ele frisou a
legalidade do negócio, pois a Receita Federal já retira parte daquilo
que é destinado ao Imposto de Renda.
“Não sou economista, posso estar errado 100%, mas estou
falando de uma questão empírica, ou seja, prática”, disse Astério
Moreira.
Luís Tchê (PDT) demonstrou preocupação com os investidores e
salientou que faltou uma ação preventiva para evitar que o problema
chegasse a esse ponto. “O que consta é que faltou uma ação preventiva.
Imagine o desespero dessas pessoas?”, finaliza.
Outro que também manifestou seu posicionamento foi o deputado
Manoel Moraes (PSB). Ele ratificou que quem aderiu a Telexfree já
tinha conhecimento que era um negócio de risco. Citou exemplo da bolsa
de valores e disse não entender a ação do Ministério Público. “Não
entendo porque o Ministério Público entrou em uma questão que é
privada. Isso é um investimento de risco”.
